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Notícia

Conselho Interprofissional aprova o comunicado de vindima


Comunicado de Vindima 2012

 

 

 

Conselho Interprofissional do IVDP aprova Comunicado de Vindima

O Comunicado de Vindima relativo a 2012, aprovado cerca de três semanas mais cedo do que o habitual, apresenta algumas alterações de relevo. Desde logo, as normas que se mantêm estáveis passam a constar do «regulamento do Comunicado de Vindima», ao passo que o «Comunicado de Vindima anual» passa a ser muito mais simples e facilmente percetível pelos seus destinatários, em particular pelos viticultores da Região Demarcada do Douro. O Conselho Interprofissional do IVDP flexibilizou a utilização da quantidade de aguardente necessária à produção de vinho do Porto, o que permitirá aos produtores beneficiar mais quantidade de mosto. O Conselho fixou ainda o quantitativo de mosto generoso para a próxima vindima em 96.500 pipas (de 550 litros).
O Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), composto paritariamente por representantes da produção e do comércio da Região Demarcada do Douro, aprovou por unanimidade mudanças significativas na estrutura do Comunicado de Vindima. Foi consagrada a divisão do comunicado em dois documentos: o "regulamento do Comunicado de Vindima", que consagra as regras gerais de todo o processo, e o "Comunicado de Vindima anual", que contém os aspetos que variam de ano para ano, como é o caso da quantidade de mosto generoso atribuído. Em consequência, os viticultores passam a dispor da informação regulamentar de forma mais estruturada, simples e percetível.
Para além desta mudança estrutural, o Conselho Interprofissional aprovou a proposta do IVDP de flexibilizar a quantidade de aguardente necessária à produção de vinho do Porto. Se, até agora, poderiam ser utilizados 126 litros de aguardente em cada pipa de 550 litros, a partir de hoje, os limites da sua utilização estão balizados entre os 65 e os 120 litros, sendo o valor final de mosto a beneficiar decidido pelo vinificador, de acordo com o tipo de vinho do Porto a produzir. Isto porque, de acordo com o IVDP, tem-se assistido, nos últimos anos, a uma melhoria dos fatores de produção da vinha e, consequentemente, a um aumento do título alcoométrico do mosto.
Assim, para o mesmo título alcoométrico do produto final, a quantidade de aguardente necessária poderá ser menor. Esta medida é duplamente positiva: por um lado, para os viticultores, pois podem vender mais mosto e, por outro, para os vinificadores, permitindo-lhes usar menos aguardente para produzir a mesma quantidade de vinho do Porto. Esta medida pretende conduzir a uma maior distribuição de mosto generoso por todos os viticultores.
Outra das alterações deste novo regulamento, seguindo as orientações de desburocratização e enquadrada nas medidas de sustentabilidade ambiental, consiste na diminuição em cerca de 45 a 50 por cento do número de documentos a enviar aos viticultores. O sistema de envio dos avisos informativos das parcelas (vulgo “Circular de Cepas”) e das autorizações de produção de mosto generoso (APMG), vulgo “cartão de benefício”, a todos os viticultores e este último por freguesia, foram substituídos pela autorização de produção (AP) enviada a todos os viticultores, independentemente das freguesias onde detenham parcelas de vinha.
Esta segunda-feira foi também fixado pelo Conselho Interprofissional, com o consenso entre as profissões, o benefício para a vindima de 2012: 96.500 pipas, o que representa mais 11.500 do que em 2011. Este valor foi devidamente ponderado e resulta da avaliação de um conjunto de factores técnicos, designadamente os níveis de vendas de vinho do Porto nos últimos meses e as projecções para o resto do ano de 2012, o nível de stocks existentes e as intenções das compras dos comerciantes até ao final do ano.
Manuel de Novaes Cabral, presidente do IVDP, adianta que, "tendo em conta a diminuição de benefício registada o ano passado e entendendo-se que há condições para isso, considerou-se ser da maior importância dar um sinal de esperança aos viticultores da região". E acrescenta: "Não podemos deixar de ter em conta que, no setor, o equilíbrio da oferta e da procura é essencial à sustentação dos preços, sendo este equilíbrio um elemento muito importante, quer para o comércio, quer para a produção".

 
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